31.05.2016

Saia Justa “Por Aí” em Porto Alegre

Bastidores do programa que vai ao ar nesta quarta-feira (01)

Elas chegaram com o bom humor característico de sempre, subiram ao palco do Teatro do Bourbon Shopping Country elegantes e super à vontade, arrancaram uma bela interação e gargalhadas da plateia, trouxeram inúmeras reflexões e foram embora somente após tirar muitas selfies com as fãs. Esta foi a atuação de Astrid Fontenelle, Maria Ribeiro, Mônica Martelli e Bárbara Garcia na gravação do Saia Justa “Por Aí” – a versão itinerante do consagrado programa, que estreia nesta quarta-feira (01/06), às 22h, no canal GNT, e que ainda passará por mais duas capitais: Brasília e Fortaleza.

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Porto Alegre foi escolhida como a primeira cidade para dar início ao projeto em razão do público: “é um público que está muito perto da gente através das redes sociais, a região aqui é muito importante para o programa, há proximidade” – destacou Mariana Koehler, Diretora Artística do GNT.

As apresentadoras, também conhecidas como “saias”, contaram, por sua vez, por que queriam muito fazer este modelo de programa itinerante. “Eu quero falar com as pessoas” – ressaltou Astrid. “É importante que a dramaturgia brasileira saia do eixo Rio-São Paulo e contemple mais cidades brasileiras”, ponderou Maria. “Isso vai dar um oxigênio para as nossas pautas” – reforçou Bárbara. “Tudo que é ao vivo dá para a gente uma energia nova, um gás novo, uma renovada […] O que a gente fez hoje aqui, foi só aqui e só hoje. Essa é a magia do teatro, do ao vivo. Você nunca vai repetir a mesma coisa”, complementou Mônica.

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A inspiração para o Saia Justa Por Aí está na cultura local, tanto nas pautas quanto no vocabulário e na ambientação do cenário. Em Porto Alegre, não faltou chimarrão nem “Bah”. Quem acompanhar o programa desta quarta-feira verá o debate sobre a participação da mulher no planejamento arquitetônico das cidades e como seriam as cidades projetadas por elas, com destaque para o projeto Mulher em Construção, desenvolvido na capital gaúcha; a participação especial de Martha Medeiros, falando sobre voyeurismo e o interesse das pessoas perante a vida alheia; a opinião das saias e de Fabrício Carpinejar a respeito da prática de avaliar as pessoas pela capa. Além disso, o programa traz uma pergunta que não quer calar: sofrimento dignifica? Será mesmo que Deus dá a coberta conforme o frio? Assista para saber as opiniões das apresentadoras.

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Segundo Bárbara e Astrid, essas pautas foram escolhidas a partir de conversas da equipe com influenciadores e jornalistas locais, porque combinavam com a cidade; além de pesquisas sobre o que as pessoas querem ouvir, com base nas constantes interações digitais do público. Sobre o teor dos conteúdos e discussões que o programa levanta, Bárbara garante: “A gente tem muita noção da responsabilidade que tem; a gente sabe que está falando para um público transformador. É importante que as pessoas estejam bem informadas, que as mulheres saibam do que que elas são capazes. É importante reforçar a autoestima da mulher; promover ideias que são de vanguarda, modernidade, sonoridade e representatividade num momento em que estamos tendo guinadas conservadoras, falta de estabilidade”.

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